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  • Luciano Ducci

Manaus e o oxigênio - a fábrica paranaense que poderia pôr fim à crise


A crise do oxigênio que testemunhamos em Manaus é o retrato triste de um Brasil que não tem coordenação nacional da pandemia.

Mais do que isso, a recente desindustrialização que o Brasil enfrenta é e será um entrave a mais na recuperação do país depois que a fase crítica da pandemia passar.


Antecipar ações é muito importante para que se evite problemas maiores. Um exemplo triste de como poderíamos resolver grande parte dos nossos problemas em casa é a Fábrica da Petrobras fechada no Paraná em janeiro do ano passado.


A Fafen-Pr, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras em Araucária poderia pôr fim à crise do oxigênio. A fábrica, segundo informações técnicas da federação única dos petroleiros (FUP), teria potencial de produção de 360 mil m³ de oxigênio por dia, ou 30 mil m³ por hora. Ou seja, com menos de 3 horas de produção supriria a necessidade aumentada e diária de Manaus, cerca de 76 mil m³ por dia.


A reativação desta fábrica e uma simples conversão industrial dela, nos colocaria em situação confortável em relação à produção deste insumo, sem que fosse necessário buscá-lo em outros países, como Venezuela e até na China, como foi noticiado ontem.


Infelizmente, questões políticas e ideológicas têm prevalecido e as soluções, sem planejamento, fazem com que o Brasil fique atrás dos seus problemas e não se antecipe a eles.


A reabertura da Fafen-Pr é urgente. Mais de mil trabalhadores foram demitidos. A fábrica que operava desde 1982 (desde 2013, da Petrobras) está fechada e com seus equipamentos se deteriorando sem uso. Já que a venda, iniciada no ano passado, ainda não foi realizada.


Ainda teremos meses difíceis pela frente e precisamos de soluções técnicas, efetivas e organizadas. Não temos tempo a perder com discursos ideológicos, precisamos de foco nas pessoas e na solução da crise.

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