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Dia Nacional do Diabetes


Diagnóstico e cuidados com a alimentação são fundamentais para o controle do diabetes, alerta o deputado Luciano Ducci

Exercícios físicos, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular são essenciais para evitar as complicações decorrentes da doença

O Diabetes é uma doença silenciosa que se caracteriza pela falta ou pela má absorção da insulina pelo corpo. Este hormônio, produzido pelo pâncreas, é responsável por aproveitar a glicose dos alimentos ingeridos como energia. Em pessoas diabéticas, portanto, este aproveitamento não é eficaz, o que acaba por aumentar as taxas de açúcar no sangue e trazer outras conseqüências sérias ao organismo.

O dia 26 de junho é lembrado como Dia Nacional do Diabetes e tem como objetivo trazer à discussão os riscos da doença, os cuidados e as formas de evitá-la.

“É importante que o diabetes não seja considerado uma doença banal, afinal de contas, as conseqüências, se não houver uma mudança de hábitos, podem ser fatais”, explica o deputado Luciano Ducci, que é médico.

Existe mais de um tipo de diabetes, as mais comuns são a do tipo 1e a do tipo 2. A do tipo 1 é também conhecida com insulinodependente é predominantemente hereditária. Neste tipo de diabetes, o paciente precisa receber insulina para suprir o organismo desse hormônio, que deixou de ser produzido pelo pâncreas. O tipo 1 é mais comum em crianças e adolescentes e representa de 5 a 10% dos casos de diabetes.

O tipo 2, mais comum, não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado com o uso de medicamentos orais. Este tipo acomete cerca de 90% dos diabéticos e é provocado por maus hábitos de vida, obesidade e fatores genéticos. Este tipo é mais freqüente em adultos.

No Brasil, de 2006 a 2016, houve um crescimento de 61% dos casos de diabetes, de acordo com o Ministério da Saúde. Estima-se que no Brasil já sejam mais de 12,5 milhões de pessoas com a doença. Apesar do crescimento do número ter se mostrado uma tendência mundial, o Brasil já figura no 4º lugar com a maior incidência da doença, de acordo com a International Diabetes Federation (IDF).

Um dos principais problemas tem sido a falta de informação e de diagnóstico, já que os sintomas do diabetes nem sempre são evidentes e podem ser confundidos com um simples mal-estar, por exemplo.

Ducci alerta para os riscos de não controlar adequadamente os índices de açúcar no sangue. O deputado recomenda que mesmo que não haja sintomas, ao perceber algum dos fatores de risco, como estar acima do peso, não praticar atividade física e ter pessoas diabéticas na família, a pessoa deve ir a uma unidade de saúde e fazer o exame.

“As unidades básicas de saúde são os locais apropriados para que a população faça o exame, que é rápido e simples, e busque tratamento e orientação sobre mudanças de hábito. Além da alimentação, não fumar e praticar exercícios são fundamentais para controlar as taxas de açúcar”, completa Ducci.

O diabetes, se não controlado, pode causar cegueira, amputação de membros, insuficiência renal e problemas do coração.

Os principais fatores de risco para o diabetes são:

A ausência de hábitos saudáveis, obesidade (ou sobrepeso, principalmente na região abdominal), pressão alta, colesterol alto, pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes.

Como controlar e evitar o diabetes:

- Comer diariamente verduras, legumes e, pelo menos, três porções de frutas.

- Reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras.

- Parar de fumar.

- Praticar exercícios físicos regularmente, (pelo menos 30 minutos todos os dias).

- Manter o peso controlado.

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