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Programa Mãe Curitiba completa 19 anos

O programa Mãe Curitibana, referência internacional de saúde às gestantes,

Unidade de Saúde Mãe Curitibana. Na imagem, Elenice Guimarães.

completou no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 19 anos. Replicado em vários estados, como São Paulo, Ceará e Pernambuco, além do próprio Paraná, serviu também como base para a formação do Rede Cegonha, do governo federal, além de ter o reconhecimento de várias agências das Nações Unidas (ONU), como Unicef, OMS e Unesco.

O deputado federal(PSB) e pediatra e ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, criador do Programa, explica que ao longos de quase duas décadas, o Mãe Curitibana é o principal programa de saúde materna do país a a diminuir de forma significativa a mortalidade infantil. “Quando foi criado, na época em que fui secretário municipal de Saúde, o objetivo era atender um sonho das mães: engravidar, ter um parto seguro na rede pública e voltar para casa com um bebê saudável. Com a criação do Mãe Curitibana, em 1999, o desejo se tornou realidade. Acabou a angústia das mães que, com o diagnóstico positivo de gravidez, não sabiam onde o filho nasceria e se teriam acesso aos exames do pré-natal.”, explica Ducci.

Ao longo de quase duas décadas, o Mãe Curitibana se aperfeiçoou e teve seu guarda-chuvade proteção ampliado. Atualmente, o protocolo de ação do programa tem 198 páginas e é atualizado anualmente. Isso permite que o programa seja dinâmico e atenda às novas necessidades da sociedade. Um exemplo disso é a redução da transmissão vertical do vírus HIV durante a gestação.

Com o trabalho de prevenção realizado com as gestantes na capital paranaense, nos últimos dez anos, mais de 400 bebês de mães HIV positivo deixaram de ser contaminados.

A abrangência do programa se deve também à participação de vários parceiros. Hoje há a integração de hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), da Pastoral da Criança, dos Conselhos de Saúde, até chegar aos movimentos sociais organizados em núcleos residenciais, auxiliando gestantes e jovens mães.

“Esse enorme acolhimento da gestante traz a segurança para a mãe. Já no sexto mês de gravidez, ela pode visitar a maternidade onde vai ganhar o bebê, conhecer a equipe médica, a recepção, enfermaria, sala de parto, participa de palestras e recebe orientações”, explica Ducci.